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Arquivo de abril, 2006

27/04/2006 - 21:39

Pollyanna e seu jogo do contente descontente.

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Bem vamos lá. Pensar em um livro que me fez chorar é dificil. Já que eu não consigo chorar com livros, mas já com filmes é outra historia. No entanto, lembrei de um que eu tenho até um pouco de vergonha de admitir, já que o livro é meio clichê (não, não é “O pequeno principe”).
Lembrei do livro “Pollyanna” (Eleanor H. Porter), que conta a história de uma menina de 11 anos que vai morar com a sua tia porque seus pais morerram. A tia não é das mais simpáticas e obriga Pollyanna a dormir no sótão da casa, uma coisa meio Harry Potter. Porém a menina tem como prática ver o lado bom das coisas. Não poderia ser diferente, diante de tanta tristeza. Essa prática ela chama de jogo do contente e o pratica a toda hora e com todas as pessoas.
Aos poucos Pollyana vai cativando todos ao seu redor e derretendo o gelo da tia. Mas o destino continuava pregando peças com a doce Pollyana. Ao final do livro, ela sofre um acidente e fica sem conseguir andar. Olhando assim pode parecer uma novela melodramática e trágica. Sem graça. Mas quando eu li o livro era pequena e fiquei indignada, além de ter chorado por horas. Afinal, ela era tão do bem que não merecia este fim. O que será que Eleanor H. Porter estava pensando quando escreveu esse final do livro? Fiquei tão chateada que nem li a continuação.
Tentei lembrar de outros livros realmente interessantes, mas não consegui lembrar de mais nenhum.
E você?!

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27/04/2006 - 20:51

Que me fizeram chorar

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São dois os primeiros que me vêm à cabeça: Harry Potter and the Half-Blood Prince (Harry Potter e o Príncipe Mestiço) e O Caçador de Pipas.

Sobre o primeiro, não posso falar muito para não estragar o prazer de qualquer fã atrasado que ainda não leu (sem nenhum julgamento sobre estes), mas posso dizer que o cheiro do livro, a capa, o peso…enfim…tudo me marcou tanto que eu acho que queria voltar ao mês de Julho do ano passado, quando eu lia Harry Potter sem parar por uns quatro dias. E chorei. Foram os quatro dias mais silenciosos da minha vida. =]

(O leitor percebe que eu gosto muito pouco de Harry Potter, né? Talvez minha profunda afeição pelo moço seja porque cresci junto com ele.)

E o outro: O Caçador de Pipas, foi um choro mais racional. Este livro trata muito da ética. Força você a fazer julgamentos, em uma situação em que é impossível julgar sem ser injusto. Talvez o problema maior seja o fato de que eu me identifiquei com ambas as personagens e, como eles estavam em situação um pouco antagônica, era difícil tomar qualquer partido.

Essa semana, aprendi o peso de um julgamento e compreendo melhor o que senti quando li esse livro. De qualquer modo, é extraordinário. Muito forte, embora um pouco além da linha do dramático em um ou dois pontos. Estava no best-seller da Veja há um tempo (não sei se ainda está), para aqueles que não confiam em mim.

Um comentário sobre O Senhor dos Anéis: Como assim “e não quiseram morar na Terra Média?” Quando li o Senhor dos Anéis, eu queria SER a Terra Média! Sentir todas aqueles batalhas e orcs e elfos, Hobbits, Gandalf, Saruman….andando em mim… =p

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27/04/2006 - 17:36

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Livros que me fizeram chorar… É difícil, é difícil… Não costumo chorar lendo ou vendo coisas, são muito raras às vezes. Mas eu chorei em Beleza Negra, como já escrevi. Chorei também em O Senhor dos Anéis… Eu não queria que acabasse. Fiquei muito triste que a história ia acabar. Mas também chorei um pouco de emoção, é um final tão bonito. Pensando bem, é um livro que me emocionou bastante. Eu recomendo a todos que leiam este livro, é uma história clássica. Eu sei, eu sei… Vão me dizer que é um livro bobo, que não tem nada além daquilo. Más eu não concordo. É outro mundo, outros povos, outras líguas, você simplesmente entra lá e não quer sair. Poucas são as pessoas que leram Senhor do Anéis e não quiseram morar na Terra Média. Tolkien foi genial ao criar todo um outro mundo. É impressionante pensar que tudo aquilo saiu da cabeça dele. Sem contar que é uma história muito bonita e interessante. É aquele livro que você começa e só para quando acaba. E você nunca quer que acabe. Quer continuar vivendo naquele mundo para sempre. Talvez por isso eu tenha chorado, não sei, Só sei que é impressionante o quanto eu amo esse livro.

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20/04/2006 - 20:05

A Espiã – Louise Fitzhugh

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Acho que é o único livro na minha vida que eu não consegui acabar. Achei muito chato, simples assim. Todos os outros livros, mesmo sendo chatos, eu leio até o final só para ter certeza. Mas esse livro se superou.
Tentei ler há muito tempo, acho que na terceira série, quando todo mundo estava falando bem do livro. Eu começei lendo muito animada porque todos me falavam que era bom. Mas eu me decepcionei bastante. Cheguei no meio e desisti, não queria mais perder o tempo com aquela história.
Talvez fosse uma “época” da minha vida ou algo assim, mas duvido que na terceira série você esteja tendo uma “época” da sua vida, se é que vocês me entendem…
O livro é chato, o que se pode fazer?

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20/04/2006 - 16:18

As Brumas de Avalon

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Está aí um livro que eu não consegui ler até o final. Eu tinha quinze anos qusndo comecei, estava indo viajar para a Europa, passar um mês acampando e levei meu livro para casos de extremo desespero. O desespero veio, mas a última coisa que eu fiz foi ler o livro nessas horas. Eu pegava, lia as palavras, mas meu cérebro viajava.
Não se preocupem com o desespero. Vendo hoje, a viagem foi a melhor coisa que eu poderia ter feito nos meus quinze anos. Tudo o que eu aprendi por lá é parte fundamental do meu ser. Mas o livro..

Eu não consigo entender direito por que “As Brumas de Avalon” não me pegou. Eu gostava tanto de “O Senhor dos Anéis”, que é uma história relativamente semelhante. Realmente não entendo. Minha mãe, por outro lado, é uma amante das moças. Acho que por causa do feminismo, ou algo assim.

Acho que a maioria dos livros, quando eu enrolo muito para ler, acabo desistindo e desanimando, por melhores que sejam. Às vezes tenho tantos livros para ler que acabo não me entusiasmando com nenhum…enfim…

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13/04/2006 - 17:28

Faça sua Estrela Brilhar

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Vestibular. Quanto medo, quanta ansiedade, quanto estudo. Minha época de “provas” foi marcada por esses sentimentos. Os medos passam, a ansiedade também. A vida muda. Mas as leituras ficam.

Um livro obrigatório que levei para além do vestibular foi ‘A Hora da Estrela’, de Clarice Linspesctor. A história começa um tanto enfadonha, mas melhora muito. A curta parte em que o narrador faz uma auto-análise é um pouco chata, mas dura pouco. Depois o livro flui encantadoramente.

A autora tem uma narrativa introspectiva. Não sei se eu também estava vivendo uma fase assim em minha vida, de acentuada introspecção. O fato é que a obra é cheia de significados escondidos, pequenos dramas não óbvios em fatos simples, singelos.
Macabéa, a personagem principal, nos provoca sentimentos contraditórios. Em momentos temos pena, outros ódio, e em seguida a achamos um tanto parva.

Tudo porque ela quer ser estrela e fazer sua estrela brilhar. Estude com afinco, leia as grandes obras e leve-as para a vida e faça você sua estrela brilhar na lista de aprovados.
Sucesso e boa sorte a todos.
Beijinhos

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13/04/2006 - 16:50

A Cidade e as Serras

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O último livro de Eça de Queirós, A Cidade e as Serras conta a história de Jacinto de Tormes através de Zé Fernandes, seu fiel ‘escudeiro’. Sim, embora em pleno século XIX, A relação entre os dois é quase feudal: Jacinto, único rebento de uma família tão antiga quanto as pedras de Portugal, e Zé Fernandes, um ‘cara qualquer’ que se uniu à ele na universidade.

O avô de Jacinto decidira mudar-se para Paris em um ponto de sua vida e Jacinto lá nasceu, filho da grandiosa civilização e da modernizaçao tecnológica de seu tempo. Com o tempo, ele começa a angustiar-se profundamente, e entra em uma busca por si mesmo e pela sua família. Nós sabemos desta busca apenas por causa de Zé Fernandes, que narra tudo nos mínimos detalhes.

Eu acho que esse livro é como um gênio mal compreendido da Ciência. Acontece que todo mundo acha-o muitíssimo chato e demorado, mas é que as pessoas se acostumaram à leitura mal feita que os professores incentivam na escola, e não prestam atenção nos detalhes. Eça de Queirós é um gênio que deve ser lido prestando-se MUITA atenção à cada detalhe, já que seus livros são muito sutis.

Fico por aqui para não me prolongar demais.
Um abraço.

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12/04/2006 - 18:44

Memórias, minhas e deles

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Época estranha essa do vestibular. Durante, tudo é muito chato. Depois, muitas saudades. E olha que nem faz tanto assim que passei por isso!
Uma das lembranças mais legais que trago desse tempo é do livro “Manuelzão e Miguilim”, do Guimarães Rosa. Ele tem duas partes. Na primeira, “Campo Geral”, as histórias, descobertas e todo o lirismo da visão de mundo do pequeno Miguilim, de 8 anos. Tudo é tão novo, tão grande, tão pujante! Era meu primeiro ano longe do meu irmão – fomos sempre grudados – e uma das passagens massacrou meu coração. Bem triste, mas linda e nada piegas.
Na segunda metade vem “Uma Estória de Amor”, com o vaqueiro Miguelzão, de 60 anos, sentando praça e recompondo a família. Tudo acontece às vésperas da partida de uma boiada, que serve como ligação entre as desgraças e graças do passado com as do presente.
Histórias ímpares, mas complementares. Hoje e amanhã, descoberta e recordação. Pegue um copo de água e não pare de ler até terminar!
Abraço!

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05/04/2006 - 14:02

Peixe Arco-íris e suas escamas.

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Quando eu era pequena eu vivia lendo. Adorava todo tipo de história, principalmente aquelas ligadas ao mar. Histórias com sereias eram as minhas preferidas!
Quando eu fiquei maiorzinha conheci a história do peixe arco-íris (O Peixe Arco-Íris, de Marcus Pfister – editora Manole) e me apaixonei.
O livro não só tinha uma história legal como também lindas figuras. Como sempre gostei de desenhar e pintar, as ilustrações dos peixes e do fundo mar já me conquistaram.
O peixe arco-íris tinha escamas diferentes dos outros peixes. Eram cintilantes e por isso ele era sempre seguido por algum peixe que pedia uma delas. Só que ele nunca dava suas escamas, pois achava que só podiam ser dele. Era egoísta.
Com o tempo foi perdendo os amigos por se negar a dividir qualquer coisa que fosse, e como qualquer ser com sentimentos o peixe arco-íris foi ficando triste por estar sozinho. Aos poucos foi percebendo que as vezes é importante dividir. Concluiu que ser egoísta só tinha o feito ficar só.
É claro que com sete anos eu não tinha noção de todos esses valores, só sabia que não queria ficar sem amigos como aquele peixe ficou e não queria conhecer o sentimento do egoísmo. Talvez por isso eu ache que todos deviam ler esse livro, não só crianças, mas também adultos. Em alguns momentos nós não queremos dividir nossas escamas ou a ultima parte do chocolate.
Além desse livro, alguns do Castelo Rá-Tim-Bum e da Clarisse Lispector como “A mulher que matou os peixes” e “A vida intima de Laura” fizeram parte da minha infância. A leitura destes livros também foi “imposta” para a minha irmã mais nova, pois são livros que ensinam importantes valores sociais de forma clara e humorada. E vamos combinar: ler sempre é uma forma prazerosa de aprender!
Abraços.

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04/04/2006 - 21:12

Beleza Negra

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Eu sei que eu já postei, mas eu queria falar desse livro que marcou muito minha infância. É sobre a vida de um cavalo. E como eu amava cavalos, e como eu amo esse cavalo, e como eu amo esse livro. O cavalo muda de mão em mão, cada dono diferente dos outros, uns piores, outros melhores. Sofre muito, mas também tem momentos bons. Faz amigos de quem nunca se esquece. É um livro bonito, um dos únicos que me fez chorar, e olha que eu quase nunca choro. E eu chorava toda vez que lia (acho que li no mínimo umas 20 vezes). Eu recomendo.

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