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Arquivo de agosto, 2006

09/08/2006 - 20:47

Os Obituários

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Eu tenho uma experiência diária e um tanto quanto (completamente, na verdade) mórbida com o meu pai. Todas as manhãs ele pega o Estado e lê o nome das pessoas que morreram ou que celebraram aniversários de morte.

Ele não se contenta apenas em ler os nomes dos mortos, lê o nome dos anunciantes. Se diverte comentado sobre as adaptações de nomes de pais para filhas, como Hélio e Hélia.

É claro que nós não ficamos só na sessão de obituários, se tornou um costume tão automático que eu nem me lembro ou tenho na minha mente que faço isso todos os dias, mas leio as principais manchetes e comento com o meu pai.

Vocês não conseguem imaginar o escarcéu que ele faz quando um de nós retiramos uma parte de QUALQUER jornal de um dos três que assinamos aqui em casa. Ele fica uma vara.

Eu concordo com o Lucas, todo mundo, por mais que a vida seja difícil, tem um sorriso para “garimpar na memória”. Meu pai é um grande piadista e, mesmo quando as piadas não têm a menor graça, é engraçado quando ele mesmo reconhece.

Meu pai gosta muito de ler livros sobre planejamento estratégico, mapas mentais e negócios. São livros imensos que ele lê e analisa. Ele leu Domenico de Masi e parece que gostou então, aos interessados, posso recomendar o livro sobre a criatividade, que eu não me recordo o nome.

Sobre o que o pai de vocês gosta de ler?

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Agora um pequeno comentário sobre um livro da lista Fuvest/Unicamp deste ano: Sagarana. Livro incrível. Guimarães Rosa é um autor fantástico, ele faz mágicas com cada letra. Leiam, ao menos, o Burrinho Pedrês, a história de um burro velho e resignado.

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Talvez eu não consiga postar com tanta frequência, mas vou tentar. essa maratona de vestibular é meio sugadora de seres humanos inocentes.

Um abraço!
Marie.

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08/08/2006 - 16:50

As lembranças têm som de páginas virando

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Cada um tem suas lembranças de infância arquivadas de maneiras muito particulares. Uns priorizam as boas, outros gostam de remoer as piores (o que, segundo minha mãe, atravanca a vida). Mas mesmo os que tiveram dias não tão coloridos conseguem garimpar um sorriso na memória.

Talvez eventos como o Dia dos Pais sejam para isso: lembrarmos de coisinhas agradáveis com o titular da data e construirmos outras tantas novas.

Escarafunchando meu miolo lembrei que meu pai, quando eu era bem pequeno e a energia elétrica acabava lá em casa – isso acontecia bastante no interior – acendia uma vela e lia para mim e meu irmão, sempre algum livro de aventura. O Homem da Máscara de Ferro, A Ilha do Tesouro

Era muito bom e hoje são memórias incríveis. Confesso que, de luz apagada, ainda uso minha lanterna (sim, tenho medo de dormir com uma vela acesa e a casa pegar fogo!) para ler aventuras à meia-luz e me aconchegar ao som das páginas virando.

Abraço!
PS: Não preciso dizer quem são as pessoas da foto, né?
=)

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