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Arquivo de dezembro, 2006

21/12/2006 - 15:43

O menino prodígio do crime

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Lá venho eu de novo com minhas histórias infanto-juvenis. Mesmo assim, não deixam a desejar no conteúdo. Artemis Fowl é um garoto de 12 anos que te deixa com muita raiva pelo seu mau-humor e pessimismo que mostra no livro todo. Porém, o cara é super-inteligente e me deixou morrendo de inveja.

Ação, internet e magia. Todos os fatores que encantam qualquer um que vive no século XXI. Artemis é aquele garoto que só pensa em dinheiro, sempre foi rico e, após o desaparecimento do seu pai, ficou pobre. Como ele vai recuperar essa grana? Irá roubar um lendário dinheiro que pertence ao “Povo das Fadas”! E é exatamente aí que a diversão começa.

Fadinhas que voam pelo mundo subterrâneo e utilizam uma tecnologia além do nosso imaginário aparecem para destruir o jovem. A aventura tem um total de quatro livros e já sei que existe um quinto sendo vendido lá nos EUA (espero ansiosamente para que chegue aqui).

Enfim, é uma dica para se divertir um pouco com as trapalhadas de Artemis e da capitã Holly Short (uma fada que faz parte da “polícia” desse Povo).

Abraços.

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14/12/2006 - 19:01

Uma garota de Berlim: Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada…

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Aqui vai um livro que, com certeza, você já ao menos ouviu falar: Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída… Escrito pelos jornalistas Horst Rieck e Kai Hermann em 1979, o livro surgiu do próprio interesse de Christiane, quando ela resolveu relatar a sua vida turbulenta para os dois escritores.

Logo no começo a obra já é chocante: o processo que Christiane estava enfrentando. Uma garota do colegial, menor de idade, que é acusada de consumir drogas e ter se entregado à prostituição com o propósito de juntar dinheiro para manter o seu vício em heroína.

O livro intercala o depoimento da menina com o de sua mãe. No meio tem alguns relatos de policiais que tiveram contato com a garota e também de psicólogos.

A história é de quebrar o coração de qualquer um. Não posso nem dizer “história”, seria um erro. É uma vida, de verdade. O livro é totalmente fundamentado nas palavras de Christiane, que mostra como se envolveu no mundo das drogas e como esse mundo brutalmente destruiu a sua vida e a estabilidade de sua família.

O nome completo da personagem do livro é Christiane Vera Felschenirow. Ela começou uma guerra particular contra as drogas em 1975 e ainda não terminou. Hoje, com 43 anos, a alemã está em um estado muito grave de hepatite tipo C e problemas circulatórios. É utilizada como exemplo vivo do poder destruidor das drogas.

Sem emprego, Christiane sobrevive atualmente dos direitos das obras às quais empresta sua história, porém, a vendagem de livros e exibição do filme está muito escassa hoje em dia. Vive em um apartamento modesto em Berlim com dois tios e o filho, Jan-Nicklas, de 9 anos.

Christiane, depois de todo o sucesso do livro, tentou reconstruir a vida. Mas não obteve sucesso, embora dissesse que estava “limpa”, livre das drogas. Alguns anos depois, disse que isso nunca “morreu”. Ficou sem usar as substâncias por no máximo 5 meses.

Veja duas fotos de Christiane, um “antes e depois”:


Christiane em 1977 e hoje

Sua historia virou livro, seu livro virou um filme, seu filme virou lenda…

Para fechar, deixo um tema para opinarem: vocês acham que os livros atuais que apelam para a sexualidade do ser humano substituiram os que abordavam assuntos mais polêmicos, como drogas e prostituição?

Abraços pessoal.

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04/12/2006 - 16:26

Livros que me fizeram pensar na vida

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Geralmente, quando assisto a algum filme ou vejo algum seriado na televisão, fico pensando em levar uma vida igual a do personagem principal, ou mudar o meu estilo de roupas, pois a camiseta cor-de-rosa do garoto da TV era mais legal. Depois, incrivelmente, desligo a TV e vou dormir. Com a leitura é diferente. Leio um livro e fico dias refletindo sobre os personagens e acontecimentos. Eu sei que, na maioria, tudo não passa de uma situação imaginária, criada por alguém, mas sempre ganhei algo com os livros que a mídia televisiva não conseguiu me proporcionar.

Dois livros que definitivamente me fizeram pensar e mudar meus atos foram Pai e Filho e Marido e Mulher, ambos do jornalista e escritor inglês Tony Parsons. Pai e Filho conta a história de Harry, um homem que tinha uma vida invejável e, por um deslize, perdeu tudo. Era casado e tinha um filho, mas, depois de uma traição, a sua mulher decide ir para o Japão e deixa a criança com o pai por quatro anos, e Harry decide que pode ser um pai exemplar para seu filho. Este livro foi eleito pela crítica inglesa o melhor livro de ficção de 2000. Já Marido e Mulher é a continuação da vida de Harry, quando ele descobre quem realmente é o amor da sua vida.

Sabe aquele livro que você devora (metaforicamente, claro)? Então, esses dois são exemplos disso. E o mais interessante é que ao final de cada capítulo eu parava e ficava divagando pelos meus pensamentos. É incrível como, por uma fraqueza, podemos modificar totalmente o rumo de nossas vidas. E meu comportamento, atitudes etc., foram influenciados de alguma forma, mesmo que mínima, pelo personagem Harry e seu amável filho Pat. Nada como a energia de uma criança pra mostrar os prazeres mais simples da vida, como o de sorrir, simplesmente sorrir.

E o post vai ficando cada vez mais emotivo e por isso resolvo por um fim. Mas deixo essa dica, de ambos os livros, como ótima leitura. Ideal para sorrir, chorar, se comover e se impressionar.

Ah! Se você se lembra de algum livro que fez você pensar na vida, tentar algumas mudanças etc., escreva pra gente nos comentários, quem sabe você não se torne um destaque?

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