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Arquivo de janeiro, 2007

18/01/2007 - 16:49

Quando Nietzsche chorou…

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Um filósofo alemão, um amigo, uma mulher, uma doença, um médico, um romance e uma grande história. Esses são elementos essenciais que fizeram de Quando Nietzsche Chorou, livro de Irvin D. Yalom, um best-seller. Escrita em 1992, trata-se de uma obra de ficção com personagens reais e de um encontro que, na verdade, nunca aconteceu: o do médico Josef Breuer e Fiederich Nietzsche juntos.

É difícil falar de um livro que promete tratar a psicanálise de forma séria e profunda quando, na verdade, sou um leigo no assunto. A leitura é muito simples (com relação ao tema abordado) e o autor soube como entreter os leitores utilizando a fórmula básica de triângulos amorosos, decepções e desejos. Não tem como ler só um capítulo.

Na abertura do romance, a misteriosa Lou Salomé pede ajuda à Breuer. Informa que seu amigo Nietzsche está doente, com desejos suicidas e requer o tratamento desenvolvido pelo médico: a inovadora terapia por conversa.

É nesse ponto que o enredo começa a se desenrolar e se tornar interessante. Breuer esconde o fato de ter sido procurado pela dama de Nietzsche e esse, depois de ter confiado sua vida ao médico, se sente traído ao descobrir o fato. Esse ponto é o clímax da obra e o momento tanto esperado, que faria jus ao título, acontece. Até Freud tem uma pontinha interessante na história…

A leitura, lógico, sempre vale a pena.

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12/01/2007 - 17:44

Que venha a Revolução… dos bichos

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A Revolução dos Bichos” é uma fábula sobre o poder, mas nada impede que você leia o livro e ache que não passe de uma história louca sobre uma fazenda, a Granja do Solar, governada inicialmente por um humano, o Sr. Jones que mantinha a relação básica de explorar os animais e, em troca, fornecer comida. Em um sonho, um dos animais da fazenda, o porco Velho Major, vê uma revolução que inverteria os papéis: os bichos seriam os líderes e os humanos, escravos.

Assim, os animais se reúnem para uma revolução, expulsam os seus donos do local e começam um sistema próprio de governo, baseado em “Sete Mandamentos” criados por eles próprios e em um princípio denominado Animalismo. Agora, se você conhece um pouco de história e realmente prestar atenção no livro, irá perceber o que o autor realmente queria dizer quando escreveu.

A narrativa foi publicada em 1945, ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial. Escrita por George Orwell, causou um “pequeno” desconforto na época por ridicularizar alguns sistemas.

A história ocorre em seis anos e é focada na “transformação completa de Napoleão em ‘humano'”. Na Granja do Solar, o Velho Major tem um sonho onde vê uma revolução que faria dos bichos seres auto-suficientes, sem diferenças sociais entre eles. Era o princípio do Animalismo. Porém, Major morre. Mesmo assim, a idéia não saiu da cabeça dos bichos e eles resolvem colocá-la em prática. Pós-revolução, a granja vem a se chamar Granja dos Bichos e quem a administra é Bola-de-Neve e seu assistente, Napoleão, que na ânsia pelo poder, trai o amigo e assume a administração do local. No início, Napoleão mostrou-se honesto e competente, mas com o poder na cabeça, começou a desrespeitar os Sete Mandamentos. Cinco anos depois, o animal ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool e vestia as roupas do ex-dono, andava sobre duas pernas e convivia com seres humanos, agia para o bem próprio (instalou um regime ditatorial) e por essa época, era impossível fazer a distinção do porco e dos homens.

Os sete mandamentos do Animalismo eram os seguintes:
Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo;
Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo;
Nenhum animal usará roupas;
Nenhum animal dormirá em cama;
Nenhum animal beberá álcool;
Nenhum animal matará outro animal e
Todos os animais são iguais.

Napoleão, aos poucos, alterou todos os mandamentos.

A “Revolução dos Bichos” é um livro importante para entendermos o funcionamento das sociedades e mostra de forma genial a ambição do ser humano. Encontramos referências à sociedade capitalista (Sr. Jones era o dono da Granja, explorava os animais para ganhar dinheiro e, em troca, pagava com alimentação). A idéia de revolução do porco Major tinha por princípio a igualdade social, nos remetendo ao socialismo. Com o poder nas mãos de Napoleão, uma ditadura instaura-se na Granja.

Uma ótima dica de livro. Se quiserem, após a leitura, procurem pela obra cinematográfica.

Abraços!

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05/01/2007 - 13:49

Páginas de intimidade

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Esses dias dei um livro de presente e depois fiquei pensando se tinha sido uma boa escolha e o que ela representava.

Acho que livros dados como presente fogem um pouco do padrão “tem que ser algo que a pessoa que vai ganhar costume usar ou tenha pedido”. Obviamente ela tem que gostar de ler, senão a escolha já foi toda errada. Se gosta, é o que basta pra mim. Não quero saber gênero, autor preferido, nada, porque essa escolha – ou indicação – cabe a mim.

Explico: quando presenteamos com um livro, deve ser algo que já tenhamos lido e que seja muito do nosso agrado. Com o livro que escolhemos vai junto uma série de entrelinhas, um pouco do nosso gosto, de nossa intimidade, uma abertura para uma conexão entre duas pessoas. A idéia é agradar com a escolha, mas também gerar a pergunta “por que é que ele gostou e me deu esse livro?”.

É, além de um presente, um convite para uma conversa, um debate. Uma brecha para a alma. Uma passagem para um lugar, um tempo, um mundo, uma (ou muitas) pessoa, que pode – e deve – refletir no convívio entre quem ganhou e quem deu o presente.

A torcida é para que ele não acabe numa prateleira abarrotada de uma garagem escura. Que ganhe vida própria, que gere sensações, sentimentos, que ande pelo mundo de mão em mão, sem preocupação com fidelidade. Semeando…

É infantilóide? E qual o problema? Gosto de pensar assim, e torço pra que seja real…

Agora digam aí, nos comentários: livros são uma boa escolha para presente? Por quê?

Ótimo esse ano para todos!

Abraaaaço!

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/01/2007 - 16:30

Inverno, Gentil, Espelho…

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De começo, dá até para pensar que estamos falando de uma história de amor. Com nomes nada medonhos, os vampiros de “Os Sete” deixam qualquer um louco de raiva e com enorme aversão a sangue. E foi com a frase “tem gente que não acredita em vampiros” que André Vianco, autor do livro, me conquistou.

A história começa em uma praia do Sul do Brasil. Sim, do Brasil! A trama quase que toda se desenrola por aqui e deixa você boquiaberto com as situações em que o autor coloca as nossas terras.

Em Amarração, uma cidade do Rio Grande do Sul, um grupo de estudantes encontra em uma praia uma caravela portuguesa de cinco séculos passados com uma grande caixa prateada dentro. Quando aberta, são descobertos sete cadáveres. Até agora, nada de estranho, certo? É quando um desses corpos acorda, assim, do nada, que começa a brincadeira. A missão é acordar os seus irmãos (menos o último, Sétimo) e dominar o local em que estão, bem diferente, por sinal, da terra deles: Portugal do ano 1500.

Desses sete cadáveres surgem sete vampiros. Cada um com seu dom, que é mais uma espécie de super-poder. E dá medo, viu? Quando li o livro, preferia ler de dia, com um Sol bem grande brilhando fora da minha janela. Mas não se preocupe, o livro traz algumas partes cômicas também – dá pra imaginar um vampiro de 500 anos ouvindo um rádio?

O enredo é envolvente, você imagina as situações e torce pelos heróis (e até pelos vampiros) e, no final, fica com dó de ter terminado a leitura. Mas tudo bem, a aventura não termina aí, é só você procurar o livro “Sétimo” que tudo continua…

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