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Arquivo de abril, 2007

27/04/2007 - 16:25

11 de setembro e outras mentiras que nos contaram

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Era só mais uma manhã chata de setembro e eu, que já não agüentava mais aquela aula chata de biologia, resolvi pedir para ir ao banheiro. Só pra dar um tempo, sabe?

Desci as escadas e logo percebi que, na sala dos professores, um grupo de mestres se olhava com cara de preocupação enquanto assistia atento às imagens que a televisão transmitia.

Prédio em chamas, bombeiros, barulho, desespero. Parecia mais um filme.

Fiquei do lado de fora e tentei descobrir o que acontecia. Pouco tempo depois porém, veio a informação: o World Trade Center, coração econômico do mundo, acabara de ser atacado. Eu, que nem sabia onde era esse fim de mundo, comecei a imaginar que dimensão aquilo tudo tomaria.

Nos dias e meses seguintes ao ataque, guardei jornais, revistas, fotos e procurei na internet tudo a respeito do tema, mas logo surgiu um livro que me fez desconfiar do que havia lido até então: o “11 de setembro e outras mentiras que nos contaram”.

A obra fala e dá exemplos de conspirações famosas que aconteceram (de acordo com o autor David Heylen Campos). Além de questionar o 11 de setembro, David também mostra “o outro lado” do atentado de 11 de março na Espanha, da era John Kennedy e de Abraham Lincoln.

O bom é que Heylen não escreve em tom manipulador. Ele prefere apresentar provas para você mesmo construir a história. É como em um lego: dão as peças e você monta.

Mas vamos deixar claro que para conseguir ler 11 de setembro e outras mentiras que nos contaram, é preciso, antes de mais nada, dar adeus a tudo o que você aprendeu até agora. É difícil ler sem preconceitos, mas vale a pena tentar!

E como David mesmo diz em seu livro: “Analise, estude, informe-se e tire suas próprias conclusões”.

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25/04/2007 - 16:27

O Dia Mundial do Livro

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Como pouquíssima gente deve saber, segunda-feira, 23, foi o Dia Mundial do Livro. A data foi estipulada pela Unesco em 1995. E você sabe porque? Curiosamente, vários autores consagrados, como Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Vladimir Nabokov e Josep Pla nasceram ou morreram nesse dia.

E claro que o Bookmarks não ia deixar essa data passar em branco. Mesmo um pouco atrasadinho, lanço a “brincadeira”. Que tal você deixar aqui nos comentários o seu livro preferido? Aquele que você não pára de reler e adora comentar para todo mundo a história, sabe? E mais, aproveite para nos dizer o quanto você acha que eles são importantes para as pessoas.

Depois vou reservar um espaço nos próximos posts para escrever as melhores respostas. Com os devidos créditos, é claro.

Botem a cabeça para funcionar e comentem aí, pessoal ;D

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19/04/2007 - 15:12

O que você faria se perdesse a sua mãe?

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Livro que ganhei no Natal passado e, por algum motivo, deixei na prateleira por um bom tempo. Hoje, me arrependo de não ter o lido antes. “A Falta que Você Me Faz”, de Joyce Carol Oates, é lindo, triste, e conta um fato que pode ocorrer com qualquer um. Assim, inesperadamente.

Lido nas minhas idas e vindas dentro de um trem, um dia me peguei lacrimejando com a história, envolvente o bastante para me fazer acordar de madrugada querendo ler mais um pouco. O ponto de partida é a morte brutal da mãe de Nikki e Clare, irmãs com características totalmente opostas – uma tem o estilo punk, é solteira e jornalista, a outra é casada, mãe de dois filhos e dependente financeira do marido. Gwen Eaton, a mãe, é assassinada à facadas na garagem de sua casa.

A obra mostra o desenvolvimento pessoal das irmãs a partir do dia em que se tornaram órfãs. Nikki entra em estado de choque após encontrar a mãe ensangüentada e começa uma mudança interna e externa, colocando em ordem sua vida que estava uma bagunça desde quando saiu de casa, ainda adolescente. Já Clare acaba se tornando filha, ao invés de mãe. Sempre preocupada com as tarefas de casa, descobre que acabou perdendo os melhores momentos ao lado de sua mãe, por “levar a vida tão à sério”.
A dor da perda acabou transformando o futuro das duas.

O mais difícil é que, enquanto você corre os olhos pelas páginas do livro, acaba se imaginando no lugar de cada uma. Assim, acabei refletindo sobre o que será de mim quando perder minha mãe. Totalmente afetado pelo livro, hoje, quando chego em casa, corro para dar um abraço e conversar o máximo de tempo possível com ela.

Por alguma razão, sinto que, sem querer, esse livro mudou minha vida, assim como acontece na história. Ao invés de perder, redescobri o tesouro que tenho em casa.

Aproveitando o Dia das Mães, você consegue imaginar qual seria a sua reação se, um dia, algo parecido acontecesse com a sua mãe?

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/04/2007 - 14:33

A menina que roubava livros

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Semanas atrás vi um livro de nome legal e capa bonita. Ele me olhava atento da vitrine de uma revistaria, mas nem dei muita atenção. Dias depois, lá estava ele novamente, dessa vez na livraria da faculdade. Na mesma hora decidi dar a aquele título uma oportunidade de me convencer a comprá-lo. Funcionou.

Passei os olhos pela contracapa e li “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”. Simplesmente me apaixonei.

A história? Uma menina abandonada pela mãe em plena Segunda Guerra Mundial, o comunismo e mais, a morte como narradora. Sem esquecer de livros, muitos livros…

Ao contrário do que você deve estar imaginando, a história não é mais um chatice tentando explicar com palavras o terror da era Hitler. Invés de percorrer a história da guerra e do nazismo, o autor opta por contar a trajetória de uma menina buscando o conhecimento. Nesse livro, a guerra vira apenas um cenário.

A menina que roubava livros é fascinante. Quem mais, além do autor Markus Zusak, pensaria em mostrar uma “morte” sensível o bastante para decifrar os sentimentos e pensamentos das pessoas? Quem mais confundiria tanto nossa visão em relação a ela? Amá-la ou odiá-la? Eis a questão…

Para completar, Zusak lhe dá uma sucessão incrível de imagens. Sua imaginação, quer você queira, quer não, te leva as cenas descritas e por quase 500 páginas, você se torna um personagem ativo na trama.

Há um momento em especial que mexe de vez com a sua sensibilidade: quando Liesel é convidada a entrar pela primeira vez em uma biblioteca. Aí é só emoção! Molhei a página inteira de tanto chorar!

Garanto que nem a montanha de ovos de Páscoa conseguiu me fazer desviar a atenção de “A menina que roubava livros”.

Vale a pena comprar, ler, reler e indicar, é claro!

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