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Arquivo de junho, 2007

25/06/2007 - 10:40

Depois que acabou

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No começo do mês, comentei aqui no Bookmarks meu interesse na leitura do livro “Depois que acabou”, de Daniela Abade, lembra? Demorou um pouco, mas voltei para falar sobre a obra.

Linguagem acessível, simpatia nas colocações, palavras em total sincronia e o melhor: humor refinadíssimo. Creio que deu pra resumir! O romance “Depois que acabou” impressiona por reunir tantas qualidades em tão poucas páginas.

Então por que será que a dona da obra não tem tanto destaque na imprensa como deveria?! Afinal, é difícil encontrar autores que conseguem escrever livros bons o suficiente para prender a atenção do leitor seja lá onde ele estiver. Para comprovar isso, desafio você a me sugerir pelo menos três obras que foi capaz de ler no trânsito, ou no chacoalhar de um ônibus, no aperto de um vagão de metrô, em um corredor barulhento de escola ou faculdade, ou até mesmo com o MP3 ligado no último volume…

Mas vamos ao que interessa! Antes de ler “Depois que acabou”, você precisará esquecer tudo o que ouviu falar sobre a pós-morte. No livro, Carla de Souza Almeida morre em um acidente em São Paulo e sua alma fica esperando para ser levada para outro plano, mas nada acontece. Enquanto “aquela” luz branca e brilhante não a cega e nenhuma criatura aparece para levá-la ao céu (ou inferno), ela fica impaciente e sai andando pelas ruas da cidade. É nesse momento que passa a bisbilhotar tudo o que os outros falam a seu respeito.

Apesar de parecer ótimo ficar por dentro de tudo sem que ninguém a veja, o livro aborda em peso a questão “solidão”. Como Carla está morta, ninguém consegue vê-la ou ouvi-la, o que gera diversas crises consigo mesma.

Bom mesmo é lembrar que, se você é um daqueles durões que não quer sorrir enquanto lê, passe longe de “Depois que acabou”. O livro é ótimo para momentos de descontração com seu eu.

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21/06/2007 - 14:56

Viagens no Scriptorium: ótimo para “viajar”

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Tentei uma, duas, três vezes, mas admito que não deu. Desisto definitivamente da leitura de “Viagens no Scriptorium”, do consagradíssimo Paul Auster.

O autor é dono dos best-sellers “O livro das ilusões”, “Timbuktu”, “Música do Acaso” e “A Noite do Oráculo”, além de ter escrito o livro “Desvareios no Brooklyn”, que venho cobiçando há meses.

A idéia de “Viagens no Scriptorium” é interessante: um cara acorda em um quarto desconhecido e recebe visitas constantes de pessoas que não conhece. Ou pelo menos pensa que não conhece. Blank, o protagonista da história, não lembra de seu passado e é monitorado 24 horas por dia por câmeras e microfones. Quase um “Show de Truman”, sabe?

Apesar de Auster brincar perfeitamente com as palavras, acaba deixando a leitura chata e cansativa, pois descreve demais as cenas, pessoas e objetos. É um livro que exige muita atenção e é justamente por isso que algumas pessoas, como eu, preferem não arriscar.

Depois da frustração de não conseguir ler o livro, procurei comunidades no Orkut que definissem meu sentimento de “não deu” e achei a “Li até a vigésima página”. Joinei na hora!

Mas, se alguém aí conseguiu ler sem dormir e quiser me contar o final…

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19/06/2007 - 12:13

Dramático, verdadeiro e emocionante

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Aposto que vocês já devem ter percebido que sou uma verdadeira onze-de-setembro-maníaca. Tenho uma vasta coleção de livros sobre o acontecimento, mas admito que, de todos eles, o melhor é “Windows on the World”, de Frédèric Beigbeder.

O romance faz uma abordagem diferente do tema, contando a história de David Carthew, de 43 anos. Ele se sente culpado por não dar tanta atenção aos filhos, Jerry e David, e resolve levá-los para um café da manhã no restaurante “Windows on the World”, o mais chique das torres do World Trade Center.

A narração da história fica por conta de um pai descontraído, engraçado e sarcástico, que é constantemente “interrompido” pelo autor para explicar como foi o processo de apuração para escrever o livro. Mas relaxa aí! Frédèric Beigbeder não o faz de forma chata e alienada. Usa de seu “jeitinho francês” para trazer algo leve, que não deixa o leitor entediado pelas 352 páginas.

O que impressiona, porém, é a descrição detalhada dos fatos. A emoção rola solta. Tanto é que, por várias vezes tive que pegar lencinhos de papéis pra secar o rio de lágrimas que saíam dos meus olhos. E juro que não é exagero! Há momentos durante a leitura que seu coração dispara e a única forma de acalmá-lo é lendo o próximo capítulo. Você se sente como estivesse lá no 105º andar do prédio, lutando para sair vivo. Para sobreviver àquele terror todo.

Mas é difícil não admitir que Windows on the World é uma leitura sincera. Frédèric intervém a todo o momento para dizer que seu livro é apenas uma tentativa de retratar a realidade, mas “sempre estará 410 metros abaixo da verdade”.

Eu dou nota 10! 😀

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12/06/2007 - 10:19

Crônicos, de Daniela Abade

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Não posso negar que adoro livros bons. Ou melhor, livros bons e baratos. É unir o útil ao agradável, sabe?

No mês passado, fugi de uma aula chata de ética e corri para um mercado próximo a faculdade. Lá, me deparei com uma estante enorme, cheia de livros. Todos prontinhos para serem levados para casa.

Admito que, quando vi a capa propositalmente desbotada de “Crônicos”, não senti nenhuma atração, mas como não podia sair dali de mãos abanando, coloquei na sacola. Custou apenas R$9,90.

Comecei a ler na última sexta, 8, e não consegui parar. Precisei de apenas 3 horas para devorar as 134 maravilhosas páginas do livro.

Quem escreve é a jornalista Daniela Abade, que fez o maior sucesso com o romance “Depois que acabou” – que já encomendei. Ela monta um verdadeiro círculo amoroso (e vicioso), que passa por Odair, Marta, João, Luciana, Cecília, Henrique e por aí vai…

Apesar de serem 11 personagens com histórias totalmente diferentes, eles acabam se cruzando em determinados momentos da vida. A leitura, que é simples e rápida, ainda traz temas polêmicos como a homossexualidade, o casamento só pelas aparências, a questão da religião influenciando nossas decisões, entre outros.

Quer saber? Leitura deliciosa. Parabéns Daniela!

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