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Arquivo de julho, 2007

30/07/2007 - 11:49

O quinto mandamento – Caso de polícia

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Nunca fui muito fã de livros policiais já que, querendo ou não, sempre acabo com aquela sensação de “o bandido está aqui e vai me pegar”. Apesar disso, não tenho como dispensar nenhuma obra da autora Ilana Casoy, ainda mais quando se trata de um dos crimes que mais chocou a sociedade brasileira. Falo do caso Richthofen.

Admito que em 2002, quando Manfred e Marísia Von Richthofen foram cruelmente assassinados, o que eu mais queria era me livrar logo daqueles noticiários que passavam duas horas falando sobre o assunto. Ao ler o livro, porém, pude perceber que nada divulgado na TV chegou aos pés de uma descrição tão importante quanto a de Ilana Casoy.

As cenas e sentimentos, perfeitamente descritos, deixam-nos ainda mais horrorizados com o fato de uma filha, que tinha de tudo e do melhor, ter planejado a morte de seus próprios pais. No livro, não só são mostradas as técnicas utilizadas pelos detetives perante a dúvida de que Suzane estava diretamente envolvida no crime, mas também descreve a angústia do casal de namorados quando a polícia começou a fechar o cerco.

O Quinto Mandamento – Caso de Polícia é de arrepiar, mas vale a pena reservar um dia pra ler a história. :)

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27/07/2007 - 15:09

Feliz Ano Velho

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Incrível como os “grandes” livros da minha vida surgem do nada. “Feliz Ano Velho“, de Marcelo Rubens Paiva, parou em minhas mãos em um final de semana em família, onde, incrivelmente, discutíamos literatura. Recomendado por ser um livro erótico – e somente erótico, por isso era legal – acabei pegando a obra emprestada e levando para casa. Quatro dias depois, entre uma viagem e outra nos ônibus de São Paulo, tinha terminado a leitura – nem um pouco sexual.

A história é interessante, a narrativa é rápida e intrigante e a vontade do final feliz característicos te mata de excitação enquanto seus olhos correm pelas palavras de Marcelo Rubens Paiva, o narrador personagem, que teve o pai roubado pelos militares na época da censura brasileira, e após isso, ingressou no estereotipado mundo de um adolescente do sexo masculino: drogas, faculdade, mulheres e música. Numa atitude infantil, aos 20 anos, se joga de uma cachoeira sob efeito da bebida e acaba tendo o que foi, talvez, a maior experiência da sua vida.

A transição para o mundo adulto começa nesse ponto. Marcelo se depara com um jovem careca, cheio de espinhas e incapacitado de mover as próprias pernas. Com uma enorme força de vontade, tenta mudar diariamente o seu quadro, sonhando com a vida que costumava ter. Porém, com o passar das páginas e dos meses, a gente percebe que um novo Marcelo Rubens Paiva está surgindo e, em meio a flashbacks de sua vida, novas ações terão que nascer do seu personagem.

Talvez, pela época em que o livro foi publicado (1982) e do modo que fala de drogas e Brasil, tenha me encantado tanto. Depois, dei um Google para ver como anda Marcelo nos dias de hoje e, como as buscas não mentem, o cara virou um renomado escritor de jornais mais veiculados do país. Talvez aquela queda da cachoeira tenha realmente mudado a sua vida de vez…

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23/07/2007 - 14:18

Envelhecer é…?

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Por ser “do contra” e paranóica demais, vivo procurando autoras para quem possa olhar admirada e dizer: “essa é das minhas!”. Porém, confesso que até semana passada, quando comecei a ler o livro “Meu pescoço é um horror e outros papos de mulher”, de Nora Ephron, já não tinha mais esperanças que tal coisa acontecesse.

Nora é escritora e roteirista de cinema e cresceu nos bastidores da Broadway. Hoje, aos 66 anos, consegue conservar o bom humor e a disposição de uma menina. Aliás, é justamente sobre idade que esse livro fala. Para justificar o nome da obra, a autora afirma que o primeiro sinal de que uma mulher está envelhecendo é o pescoço. Ele fica assim, meio diferente, sabe?

“Meu pescoço é um horror” é uma crítica muito bem humorada a questões que envolvem o mundinho feminino, por exemplo: Por que é que mulher tem que levar a casa inteira dentro da bolsa? Aliás, por que é que mulher tem que carregar bolsa? Enfim… Por que pagar pedicure se ninguém vai prestar atenção nas suas unhas do pé? Ou melhor, se só vão olhar para o seu dedão?

É, sem dúvidas, o primeiro livro que leio que diz a verdade sobre o envelhecimento. Nora explica (e eu concordo) que envelhecer não é legal e que não ficamos mais bonitas e charmosas com o passar do tempo.

Então, se você quer uma visão diferente das dos livros de auto-ajuda, “Meu pescoço é um horror” está pra lá de bom!

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18/07/2007 - 14:55

Jornalista, consumista e apaixonada

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Quando uma pessoa é jornalista, consumista e vive no centro de Londres, as coisas não podem ficar piores do que uma conta bancária com o limite do cheque especial estourado. Os delírios de consumo de Becky Bloom, de Sophie Kinsella, é aquele livro que a gente mais se identifica. E tem como ser diferente?

Rebecca é, na verdade, uma escritora de assuntos financeiros. Porém, com o virar das páginas, a gente descobre que aquele famoso dito popular de “faça o que digo mas não faça o que faço” é o seu foco de vida. Engraçada demais, a obra é um espelho das mulheres (e alguns homens) da atualidade. A compra descontrolada e as mentiras para se livrar da fatura do cartão do crédito são tão utópicas que você chora de rir ao ver a que situação a moça se coloca. Mesmo assim, não pára nunca de gastar.

Na busca pela resolução dos seus problemas financeiros, ela ainda acha tempo para se apaixonar e conseguir um segundo emprego, aos sábados, em uma loja que vende roupas. É exatamente nesse momento que ela nota que já está doente por compras e que, se não fizer algo rápido, as coisas ficarão literalmente no vermelho.

Depois de fugir e mentir para o gerente do seu banco, sem querer, a personagem consegue encontrar um meio de conseguir dinheiro, fazendo o que faz de melhor: falar de finanças. Acredite, Rebecca vive em um mundo que qualquer ser humano gostaria de viver, onde não há limites para gasto e o dinheiro só traz felicidade.

E quando você pensa que ela finalmente irá ter o seu final feliz, prepare-se para mais dois livros, que, obviamente, pretendo ler. Tudo o que preciso é dinheiro, mas nada que um cheque especial não resolva…

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12/07/2007 - 07:26

Para quem quer entender as mentes perversas

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Como toda e qualquer apaixonada por leitura, adoro bibliotecas, livrarias e, principalmente, sebos. Naquele emaranhado de livros novos e usados, costumo encontrar as obras que mais marcam minha vida e foi justamente isso que aconteceu com “Serial Killers – made in Brasil”, da escritora paulista Ilana Casoy.

Admito que são raras as vezes em que acho obras verdadeiras e realistas o suficiente para parar tudo o que estou fazendo e passar horas e mais horas frente a um livro, viajando nas histórias. Porém, “Serial Killers – made in Brasil”, é uma das que me conquistaram e por isso merece ser comentada aqui no Bookmarks.

Vamos lá…Já nem é novidade para ninguém que todos somos “dominados” por (pelo menos) um pouco de loucura, mas a questão principal é: como diferenciar uma mente “meio-louca” de uma mente extremamente perigosa? É isso, entre outras coisas, que Ilana Casoy tenta explicar durante seu livro.

A autora revela casos de assassinos em série (como Chico Picadinho, o “Monstro do Morumbi” e o “Vampiro de Niterói”) tanto do ponto de vista geral, quanto criminal e psicológico. “Serial Killers – made in Brasil” é terror real, que arrepia e faz chorar com as descrições diretas de cada história.

A cada assassino, uma história nova que se desenrola de um jeito diferente, mas que sempre termina da mesma forma: com pessoas mortas. A cada linha, uma sensação de “ele está aqui e vai me pegar”, que só se alivia quando chegamos ao fim do capítulo.

É mais do que uma tentativa de entender a mente humana. É livro de verdade, com emoção do começo ao fim!

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04/07/2007 - 18:34

FLIP – Festa Literária Internacional

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Não tem nada para fazer nas férias? Então que tal correr para Parati e participar de um evento de literatura? É isso mesmo! Vai ocorrer por lá, do dia 4 à 8 de julho, a Festa Literária Internacional de Parati.

Desde o seu debut, em 2003, o evento já colocou vários autores renomados em contato com o público. Já passaram por lá Ian McEwan, Martin Amis, Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Jonathan Coe, Jeffrey Eugenides, Ana Maria Machado, Milton Hatoum, Millôr Fernandes, Ruy Castro, Ferreira Gullar, Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura, Lygia Fagundes Telles, etc.. Graças a essas participações especiais, em tão pouco tempo, a FLIP ficou conhecida como uma das principais festas literárias internacionais.

A cada ano, a FLIP homenageia um autor. O privilegiado de 2007 é Nelson Rodrigues. Na abertura, todos receberão um supershow da Orquesta Imperial. Enquanto os grandes eventos rolam na Tenda dos Autores, o público poderá desfrutar de uma programação impecável e que atinge a todas as idades. A oficina literária, destinada a jovens aspirantes a escritor, é realizada por grandes autores brasileiros. Há também uma programação exclusiva para as crianças – a Flipinha, em que jovens estudantes de Parati apresentam o resultado de seus trabalhos inspirados no universo literário e participam de palestras com autores convidados. O sucesso da Festa também estimulou o desenvolvimento de uma programação de leituras, shows e lançamentos de livros, batizada de OFF-FLIP.

Quer saber mais? Então entra lá no site oficial da FLIP. O endereço é flip.org.br.

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