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Arquivo de janeiro, 2008

18/01/2008 - 10:32

Cartas da Zona de Guerra

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Aproveitando esse clima (quase) disputa eleitoral nos Estados Unidos, reservo um tempinho para falar sobre Cartas da Zona de Guerra, do documentarista americano Michael Moore.

Devo admitir que sempre adorei a forma sarcástica e inteligente como o autor coloca as idéias no papel, mas tenho que dizer também que esse livro segue um rumo totalmente diferente dos demais (“Stupid White Men” e “Cara, cadê meu país?”).

Ao invés de tentar provar com suas próprias palavras que a invasão e a guerra no Iraque foram um erro, Moore meio que “copia e cola” as provas. “Cartas da Zona de Guerra” é, na verdade, um apanhado com mais de 100 cartas dos soldados que lutaram no Iraque meses depois do 11 de setembro. São depoimentos emocionantes enviados ao cineasta durante os conflitos que mostram o quanto os jovens que estavam lá sofreram.

Mas, apesar das diversas declarações estilo “Não agüento mais essa guerra”, raros são aqueles que criticam duramente o governo Bush. Uns contam como é não saber o dia de amanhã e outros se mostram carentes por estarem longe das famílias. Vale a pena conferir! 😀

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10/01/2008 - 08:35

Todo mundo que vale a pena conhecer

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Amor de verão: quem nunca teve um? A verdade é que os meus têm sido bastante, digamos… incomuns. Nessas férias, por exemplo, me apaixonei loucamente por quase 500 páginas de muita badalação e confusão. Mesmo estando numa das praias mais desertas de Ilhéus, na Bahia, com a temperatura beirando os 37ºC, fiz questão de carregar “Todo mundo que vale a pena conhecer”, da autora Lauren Weisberger, para tudo quanto é canto!

Opa… aposto que “Lauren sobrenome difícil” não lhe é estranho, é? Bem… quem não se recorda do sucesso que a autora fez com “O diabo veste Prada”, lançado em 2006? O livro passou consideráveis 6 meses na lista dos mais vendidos do The New York Times e abriu alas para o segundo de (sem dúvidas) muitos outros bestsellers.

Em “Todo mundo que vale a pena conhecer” tudo pode acontecer. Apesar do nome sugestivo, o livro não é mais uma comédia romântica boba. A obra é uma abordagem inteligente (mas não moralista) dos prejuízos que a fama pode trazer. Por exemplo: O que você faria se, de uma hora para a outra, você deixasse seu trabalho chato e fosse fazer algo que exigisse APENAS diversão? É isso o que acontece quando a personagem Bette resolve pedir demissão numa empresa de cobranças e se aventurar numa das assessorias de imprensa mais badaladas de Nova Iorque.

Se antes ela se escondia no anonimato, agora Bette tem que encarar a mudança. Ela passa a ter amigos famosos, muda o guarda-roupa e nunca é barrada em nenhuma balada da cidade. Em falar nisso… É numa dessas festas da vida que conhece o segurança Sammy, que trabalha na balada Bungalow 8 e por quem se apaixona loucamente. Só que não vai ser fácil manter esse relacionamento. Pelo menos não no início.

O problema é que Bette Robinson é romântica ao extremo e fantasia sobre o dia em que um príncipe loiro-fofo-e-de-olhos-azuis vira, de cavalo branco, pedi-la em casamento. Ter um namorado baladeiro ou que possa lhe trocar por outra num piscar de olhos?! Nem pensar!!!

E tem mais… Bette acaba sendo vítima de uma grande armação que o personagem Philip inventa. Ele é um playboy que faz de tudo para aparecer, então resolve, do dia para a noite, que Bette é sua namorada. Ele a beija e agarra em frente aos fotógrafos e dá declarações comprometedoras para ficar “bem na fita”, mas a verdade é que o garanhão não é de nada na cama. E mais: no fim das contas descobrimos que ele tem uma “quedinha” por homens!

Embalado por diálogos engraçados, “Todo mundo que vale a pena conhecer” é tão bom que faz até quem não tem nada a ver com as personagens morrer de rir.

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