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Arquivo de setembro, 2008

29/09/2008 - 15:49

Todo mundo lendo o mesmo livro

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Todo ano, o Brasil participa da campanha mundial “Read for the Record”, promovida pela ONG americana Jumpstart. A idéia é a seguinte: todo mundo deve ler o mesmo livro no mesmo dia, com o intuito de mostrar a importância da educação infantil e estimular a leitura.

Na edição deste ano, que será realizada dia 2 de outubro, o livro escolhido foi Corduroy, de Don Freeman, que conta a história de um urso, o Corduroy, que desbotou por passar um longo período na prateleira de uma loja de departamento.

No último ano, 258 mil leitores ao redor do mundo abraçaram a causa. E você, quer participar? Compre o livre correndo aqui, na Livraria Cultura.

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23/09/2008 - 09:20

A Menina que Roubava (Adorava) Livros e a Guerra Mundial

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Há muito tempo atrás, todo mundo comentava sobre “A Menina que Roubava Livros“. Eu, depois que li o post de Aline aqui mesmo no Bookmarks, resolvi comprar o livro e deixei-o no armário escondidinho. Há uns três meses, resolvi lê-lo e previ que a história não era pra mim. Comecei o livro devagar, parei, retomei e, na última semana, decidi que deveria terminá-lo (seja bom ou ruim), para avançar ao próximo. E a Liesel – e a morte – me pegaram e eu parei para ler.

O livro tem aquele tom de que você deve sentir dó de uma garota que perdeu tudo logo no começo da vida. Viu o irmão morrer e a mãe foi obrigada à doá-la para uma família qualquer da Alemanha nazista, que sofria com as palavras de Führer mas, no entanto, o seguia. Liesel conheceu o mundo da pior maneira que podia e, talvez por isso, acreditou que ninguém o merecia. A guerra, ao contrário do que disse Aline, pra mim não é apenas um cenário para a obra, mas sim o que faz toda a narrativa. A menina é uma roubadora de livros, mas isso é a coisa menos excitante que Markus Kuzak conseguiu escrever. Os capítulos de furtos só modelaram uma história totalmente superior do que você espera enfrentar. É tudo sobre a Guerra e as palavras. Dela (de Liesel) e de Hitler.

Kuzak utilizou Liesel e seus amigos para narrar a Alemanha e a Segunda Guerra Mundial pelo olhar de uma criança. Ele também usou a sua personagem para descrever as pessoas, para mostrar atitudes, para deixar claro o que toda sua pesquisa judaica resultou: em um céu que neva quente e é pintado de vermelho.

O livro mais excitante do livro (metalivro!) não é nenhum dos que a menina roubou, mas sim o que ela ganhou de Max, o amigo judeu que viveu escondido no porão de sua casa. As mensagens da obra não instigam ninguém a roubar, mas nos faz – a quem não viveu a época, claro – sentir com exatidão as consequências de uma guerra e de acreditar em um ditador, nos mostra, com piedade, a humilhação dos judeus e como a loucura de Hitler destruiu a vida de muitas famílias por absolutamente nada.

A morte é a personagem principal da história. Eu, no final, tive-a na cabeça como uma menina de uns 10 anos, que vaga pela Terra buscando almas por diversão. É a sua brincadeira. “A Menina Que Roubava Livros” é um livro daqueles que te traz tudo o que você não espera: uma boa história – diferente da imaginada, bons personagens, lições de vida e tapas na cara de realidade.

Um dia um homem decidiu três coisas sobre a vida dele:
1- Repartiria o cabelo ao contrário de todo mundo;
2- Criaria para si próprio um bigode pequeno e esquisito;
3- Dominaria o mundo.

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15/09/2008 - 15:51

Um viva a essa 11 de setembro maníaca!

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Tá, vai. Sei que o 11 de setembro já passou, mas eu só pude aparecer pra falar sobre o assunto agora, um dia depois. Pois então, vamos começar?

Os leitores mais antigos do Bookmarks devem saber que o atentado de 11 de setembro nos Estados Unidos é uma das minhas temáticas favoritas. Gosto de ler e reler como tudo aconteceu e, sempre que um novo livro sobre o assunto é lançado, corro contra o meu próprio tempo (que anda curto por causa do bendito Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo- TCC) para lê-lo o mais breve possível.

Desde o 11 de setembro de 2007, quando fiz esse mini-especial sobre os livros mais interessantes relacionados à data, renovei bastante minha estante. A história é a seguinte: No começo do ano, uma amiga super querida que atualmente vive nos Estados Unidos, descobriu minha paixonite pela data e quis porque quis me presentear. Comprou então duas, em minha opinião, obras de arte preciosas e incríveis sobre o assunto.

O livro “September 11, 2001”, organizado por Max Frankel, traz as principais capas dos jornais americanos que falam sobre o atentado. São mais de 70, com diferentes manchetes, para quem, assim como eu, adora revirar o passado e ao mesmo tempo analisar o jornalismo da época (que aqui entre nós, foi bastante sensacionalista).

Já o “One Nation – American Remembers September 11, 2001” conta toda a história e a importância das torres, além de, é claro, mostrar fotos do interior do prédio no dia do caos. O legal mesmo é que ele reconstitui minuto a minuto da maior tragédia que os EUA já viveu. “One Nation” traz casos de pessoas que perderam amigos, familiares e conhecidos nas torres e mostra como é a vida deles agora.

E aí? Se empolgaram com as dicas? :*

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12/09/2008 - 15:16

Quantos dias faltam para a popularidade?

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Muitas pessoas podem negar, jurar de pés juntos e ficar de cara feia, mas o sonho de todo mundo é ser popular. É claro que muda a escala, algumas pessoas querem ser mais, outras menos; mas é sempre bom ser querida no seu grupo, entre seus amigos ou nos lugares que você frequenta. Mas como fazer pra que as pessoas gostem de você e saibam como você é uma pessoa incrível?

Steph Landry está no colégio, a fase mais difícil da vida de qualquer adolescente, e não é uma garota muito popular, no bom sentido. O nome dela é sinônimo de vergonha; tem coisa pior? Porém nas últimas férias ela decidiu que tudo mudaria: ela seria a garota mais popular do colégio.

Algumas regras devem ser seguidas, mas pra ela tudo vale a pena para chegar onde quer. Cabelo, roupas e atitude devem mudar. Isso vale a pena? As pessoas vão gostar de você de verdade quando você for popular? Os garotos vão te achar ainda melhor? Você vai encontrar o amor da sua vida?

Popular ou não, você tem todas essas dúvidas dentro da cabeça, mas talvez a popularidade torne tudo ainda mais complicado. Ou não.

Meg Cabot mostra nesse livro, assim como em toda sua obra, que conta com a série do “Diário da Princesa”, que as respostas estão muito mais dentro de nós do que passeando por aí. “Como ser popular” vai te deixar super animada pra dar uma melhorada no visual e chamar mais a atenção dos gatos, só que sem nunca perder a personalidade. Steph vai se tornar sua amiga e você não vai mais querer largar esse manual pra seguir para sempre.

Preparada para ser a garota mais incrível que você já conheceu?

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08/09/2008 - 15:05

Literatura Marginal: Periferia bota a boca no trombone

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A mensagem que o ex-vendedor de vassouras Reginaldo Ferreira da Silva, o Ferréz, sempre quis passar é clara e direta: “Somos classe C, D e E, mas também sabemos fazer literatura”. É isso que ele diz logo na abertura do livro “Literatura Marginal – Talentos da Escrita Periférica”, que acabo de ler.

O livro é organizado pelo próprio Ferréz, que virou escritor famoso por causa de obras interessantíssimas como “Manual Prático do Ódio” e “Ninguém é inocente em São Paulo”.

Em “Literatura Marginal”, a preocupação é de explicar o que é o movimento (que nem é atual, mas anda fazendo o maior sucesso por aqui) e apresentar a quem ainda não conhece, os novos talentos da escrita “marginalizada”. Esse tipo de literatura, ao invés de trazer ficção romantizada para os livros, mostra a realidade na favela. Por causa das histórias reais, escritas por quem está no meio do caos, o movimento ganhou visibilidade e conquistou muitos seguidores no Brasil. As comunidades sobre o assunto no Orkut já passam de 4 (a maior delas tem 1380 membros).

O livro não fala especificamente de Ferréz mas, para quem ainda não teve a chance de ler algo dele, recomendo demais. O autor nasceu no Capão Redondo, região extremamente pobre da cidade de São Paulo, e percebeu cedo que queria um futuro diferente. Cresceu, reuniu contos, poesias e letras de música, escreveu o livro “Fortaleza da Desilusão”, lançado em 1997, mas só foi notado depois de “Capão Pecado”, um romance sobre o cotidiano violento do lugar onde foi criado.

Dessa idéia de divulgar a cultura e a arte da periferia, surgiu também um movimento chamado Um da Sul. O “1dasul”, como é conhecido, é uma marca de roupas criada no Capão em 1999 que não demorou a virar um projeto pretensioso. O objetivo, além de promover o hip-hop, é oferecer aos cidadãos que acreditam no desenvolvimento um leque de opções educacionais. Através dele são realizados ciclos de leitura, palestras, doações de livros e shows.

Legal demais, né? Já ando querendo comprar outros livros que falam sobre o assunto. Alguém tem algum para indicar? :)

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08/09/2008 - 08:00

É uma cilada, Bino!

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Ele vive num orfanato, sob os cuidados do robô com inteligência artificial mais chato que já existiu. Além disso, não tem amigos e a única coisa que pode salvá-lo de todo aquele marasmo é a internet. Ele não pode sair do orfanato porque é quente demais lá fora: o aquecimento global acabou com tudo. TU-DO! E se você acha isso ruim é porque ainda não sabe o que está por vir.

“Bino OXZ e o Clã de Prata” é o livro de ficção científica mais legal que eu já li. Ok, eu não sou muito fã de ficção científica, mas esse livro me fez ir até o fim! Binno é um garoto legal, igual você, que fica de saco cheio de estudar e aguentar as cobranças de todo mundo. Um belo dia, depois de ficar de castigo de cabeça pra baixo – vê se pode um castigo desse – ele é levado do orfanato. Mas pra onde, se não existe mais nada além do próprio lugar onde ele vive?

Aí é que Binno descobre que as coisas não são bem do jeito como ensinaram a ele. Tudo é muito maior e beeeeem mais perigoso, mesmo se comparado a um dos jogos que o faziam esquecer da realidade. Várias ciladas são feitas para pegar o garoto que tem um segredo que nem ele mesmo sabe.

E agora, será que Binno se safa dessas? Vale a pena ler até o fim pra saber o que vai rolar com o garoto que se transforma em seu amigo logo nas primeiras páginas. Uma delícia esse livro que faz a gente se divertir e ainda pensar no que nosso planeta pode se transformar se a gente não fica BEM esperto.

Dizem por aí que o livro tem tudo pra agradar os fãs de Harry Potter e Senhor dos Anéis. No Flickr OXZ você ainda pode conferir ilustrações baseadas na história que você acabou de conhecer. Bacana, né? Melhor ainda é poder baixar os três primeiros capítulos do livro no Blog OXZ.

O autor do livro é Fábio Henckel, gaúcho que mora em Porto Alegre. Já escreveu para jornal, televisão e prepara seu primeiro trabalho para o cinema. “Bino OXZ e o Clã de Prata” é o primeiro livro dele. E a gente espera que venham outros, certo?

Preparado para uma aventura com esse garoto que curte internet, videogame e, se fosse da sua escola, seria muito seu amigo?

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