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Arquivo de outubro, 2008

31/10/2008 - 14:07

À vontade

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Quando você lê os textos da Tati Bernardi, começa a pensar que está sendo seguida: “Como ela sabe tudo isso da minha vida?”. Essa foi a pergunta que eu me fiz quando lia o livro. Aliás, eu poderia ter escrito tudo isso, se tivesse uma narrativa tão leve e gostosa quanto a dela, é claro.

“Tô Com Vontade de uma Coisa que eu não sei o que é” é a obra resultado das minhas histórias, das suas e das histórias de todas as nossas amigas. E a Tati escreveu tudo isso sozinha. É incrível.

Ela abre o livro contando a decepção que teve ao ter seu nível de loucura diagnosticado por um bom psicólogo: nenhum. Ela fala sobre esse lance moderno de ter um amigo para o sexo e da complicação que isso pode se tornar quando os cheiros e gostos começam a fazer falta. Ela fala daquela nossa mania de pensar no fim do namoro quando ele nem começou. Fala sobre ser insegura, sobre se sentir sozinha, sobre não querer que ninguém saiba que a gente sente isso. Ela fala tudo que fica aí, preso na sua cabeça.

Ela também conta de quando foi morar no Rio de Janeiro e se sentiu uma tiete a cada vez que via um famoso. Fala sobre nossa capacidade – imensa, diga-se de passagem – de se auto-sabotar. Explica um pouquinho o mal estar de voltar a ser amiga depois de ter ido pra cama com um cara. E até fala da mania que as meninas têm de mentir sobre o número de caras que já estiveram por lá.

Na verdade, a Tati Bernardi fala sobre amor. Ela sempre deixa o amor, ou a falta dele, ali nas entrelinhas, passando de leve por cada página e cada linha – por que não, a cada palavra? – do texto. O que ela faz é a chamada Literatura Mulherzinha, de que tantas mulheres fogem, ela assume que é mulher, assume o que pensa, que tem fraquezas e que pode ser forte mesmo falando de sentimentos.

O livro é uma reflexão do que todas nós sentimos – santas, saidinhas, virgens ou livres – e gostamos de compartilhar com as amigas. Tati é a sua melhor amiga em potencial, mesmo que apenas nas páginas de um livro.

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30/10/2008 - 10:48

Um romance para lembrar pela vida inteira…

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Terminei ontem de ler “Memórias de Minhas Putas Tristes”, do Gabriel Garcia Márquez e, depois de tanta filosofia e palavras bonitas, eu encostei a cabeça no banco do ônibus e fiquei pensando em duas coisas:

1 – será que eu vivo até os 90?
2 – será que eu vivo até os 90 e me apaixono por alguém?

A história, no começo, parece baboseira. Um cara que está velho, que nunca fez sexo sem pagar, quer se dar um presente de aniversário. Junta todas as suas economias que ganhou durante a vida de jornalista , liga para a dona de um bordel e pede o impossível: uma virgem de 14 anos. Êpa! Aí que a coisa esquenta. Pedofilia? É uma obra à lá Lolita, de Vladimir Nabokov, só que com o toque de Gabriel. A grande sacada do livro é a exploração do amor do velho, que, sem ao menos tocar na menina, se apaixona e descobre, no ‘fim da vida’, como é estar doente de amor.

A leitura é rápida, por ser uma nouvelle, é um livro para ser lido numa tarde de domingo, sentado num parque e tomando Coca-Cola. Depois, se prepare para a reflexão. Ta aí uma diferença que eu comecei a perceber há pouco tempo nos livros: existem textos que foram feitos para gerar, no leitor, uma reflexão e existem textos que só servem para entreter quem lê. Gabriel, de fato, faz a gente pensar.

Delgadina, nome dado à menina por quem o personagem se apaixona, cria, no máximo, dois diálogos no livro. A moça foi chamada para atender ao pedido do velho, que chega no horário marcado e encontra a menina dormindo na cama. Com pena, ele não a acorda e passa a noite do seu aniversário dormindo ao lado da garota. A partir daí, vários encontros acontecem no mesmo quarto, mesmo horário, para que o ato sexual ocorra. Porém, em todas as noites, os dois dormem um ao lado do outro. O amor nasce exatamente por essa inocência, por essa relação que os dois criam sem ao menos se tocarem. Por fim, ambos se encontram loucos de amor. Um de 91 anos, outra de 15.

O livro retrata as diferenças, em todos os sentidos, e a dor que o amor causa. Sem ser piegas, um romance delicioso para ser lido e compreendido.

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17/10/2008 - 11:10

Quase pronta pra que?

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Como seria sua vida se você tivesse salvo a vida do presidente do seu país e ainda por cima namorasse com o filho dele? Você consegue imaginar, pelo menos um pouco, a loucura que seria isso? Você poderia ser considerada uma celebridade? Você estaria pronta para encarar tudo isso? Samantha Madison está, mas tem algo que ela ainda não consegue saber se consegue encarar… e tem a ver com David, o filho do presidente!

A vida dela é normal, como de qualquer adolescente: escola, casa, trabalho – porque os pais dela a fazem trabalhar pra pagar suas próprias coisas -, aulas de pintura e encontros com o namorado – bem menos frequentes do que qualquer garota gostaria. Ainda assim, Sam, como todas nós, acha que sua vida é um saco e que tem problemas demais. Ela que pensa!

Antes do feriado de ação de graças, David a convida para passar alguns dias viajando com sua família. Antes mesmo de ficar feliz, o que ela pensa? “SEXO!” E é claro que fica apavorada com a ideia de que isso aconteça assim rápido, sem que ela esteja preparada de verdade.

Se a vida fosse simples, as dúvidas acabariam por aí, mas como nada é tão fácil, a ‘garota americana’ ainda consegue arrumar mais dor para aquela cabeça cheia de coisas a pensar! Vai dizer que você também não faz isso?

“A Garota Americana Quase Pronta” é um dos últimos livros da Meg Cabot que foram traduzidos para português, e já é leitura obrigatória para qualquer garota que goste de livro de menina! A única coisa ruim é que ele acaba muito rápido, já que, quando você nota, passaram várias horas e você ficou ali, vivendo com Sam, David e todos os rolos que uma adolescente pode arrumar, mesmo sem querer!

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14/10/2008 - 14:22

Ensaio sobre a Cegueira, o livro e o filme

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http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=MINHANOTICIAMATREL&q=cyndilauper

Pela segunda vez eu arrisquei ir ao cinema ver um filme baseado em um livro antes de ler a obra. Pela segunda vez, eu gostei do que fiz. Claro que, talvez, o destino me colocou pra ver o que são, talvez, as duas melhores adaptações que eu já vi. Primeiro foi com “O Diabo Veste Prada”, tanto gostei que comprei o livro e o DVD, quando saiu. Agora é a vez de “Ensaio Sobre a Cegueira”. Primeiro: eu me arrependo todos os dias de ter ignorado o livro de Saramago, que ficou escondido debaixo de tantos outros no guarda-roupas, por tanto tempo. E eu amo mais ainda a Julianne Moore, mas isso não vem ao caso, obviamente.

Pois bem, para quem não leu ou viu, Ensaio é uma metáfora sobre o mundo em que vivemos, onde temos olhos, mas somos todos cegos. A história começa com um homem que estava parado no semáforo e, de repente, ele fica cego. A cegueira, no entando, além de repentina, ainda não é igual qualquer outra cegueira. Ela é branca. O que ninguém espera é que tal fato vire uma epidemia. E é exatamente o que acontece. Em pouco tempo, a ‘doença’ se espalha e foge do controle. O governo decide, então, colocar os primeiros infectados em quarentena, para evitar o contágio. Toda a história rola dentro deste lugar, que é um manicômio abandonado. Lá, as pessoas que foram presas perdem toda a sua dignidade e moral e Saramago consegue mostrar, da pior forma possível, como a humanidade não dá valor para o que tem. Detalhe: o livro foi escrito em 1995.

Ler Saramago é um tanto complicado, já que ele não separa os diálogos do resto do texto, ou seja, é tudo uma mistura que só. Mas nada que exija muito de você, só prestar atenção no que está lendo. Outra coisa que eu fiquei pasmo no livro (e no filme, claro), é que os personagens não possuem nomes, mas sim denominações. O doutor, o primeiro cego, a mulher do médico, o ladrão, a moça de óculos escuros, o menino estrábico, o cachorro das lágrimas… Ninguém possui nome próprio e eu fico imaginando o trabalho que deu fazer isso.

Enfim, o conjunto é perfeito. Tanto o livro quanto o filme são ótimos, Fernando Meirelles soube como levar a Cegueira branca para as telonas e até Saramago se emocionou. Se não leu, tá na hora…

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06/10/2008 - 14:39

Miley Cyrus e eu (ou você)

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Você é superfã da Miley Cyrus e adoraria saber muito mais sobre a vida dela, sem ser as coisas maldosas que a mídia diz por aí? Então, eu acabei de ler o livro perfeito pra você – “Miley Cyrus: eu & você – A estrela de Hannah Montana”.

O livro é como se fosse uma revista só com coisas sobre a Miley, a Hannah, seus amigos, sua vida e curiosidades sobre a gata que ganhou o coração dos adolescentes do mundo inteiro em pouquíssimo tempo.

Você sabia que, por pouco, outra garota teria sido Hannah Montana? Sabia que Miley tem pouquíssima liberdade pra gastar dinheiro com besteiras e tem horário pra voltar pra casa? Apesar de ser famosa, a relação dela é bem parecida com a que você tem com seus pais e os problemas que ela enfrenta são iguaizinhos aos que qualquer garota da idade dela.

O volume tem edição limitada, foi escrito por Posy Edwards e ainda vem com um poster duplo da Hannah, que a gente colocou na parede da redação do iG Jovem. Você não vai perder a chance de saber mais sobre seu maior ídolo, vai?

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