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Arquivo da Categoria Sem categoria

14/11/2009 - 08:45

Jennifer’s body, a garota infernal

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Todo mundo tem uma melhor amiga, daquelas que sempre estão ao seu lado e apoiam todas as susas decisões, mesmo não sendo as mais inteligentes. Por nossa melhor amiga a gente faz quase tudo.

Quase.

E se, de repente, ela começasse a agir de forma totalmente estranha, andando com uma galera que ela nunca nem tinha dito oi e se importando demais com o que você acha do seu próprio namorado?

Nessas horas você começa a pensar se a amizade é tão forte assim e se ela não está apenas se aproveitando de você. Foi bem isso que aconteceu em Jennifer’s Body.

O livro foi baseado no filme, coisa que normalmente é diferente, mas o resultado ficou bem legal. Você vai criando todas as imagens na sua cabeça e quando vê tem um superfilme de terror rolando.

Ok, não é um terror de dar medo, mas é bem bizarro e surpreendente. Vale a pena embarcar nessa maluquice toda!

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31/10/2009 - 09:00

Encontro Fatal

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“Uma dívida serve de desculpa para suspense e cenas picantes”

Você já ouviu falar no italiano Milo Manara? Se não, uma dica: se for ler alguma HQ dele, não faça isso em locais públicos! Isso, pois Milo é um especialista em erotismo. E é exatamente essa a receita de “Encontro Fatal”, que traz um enredo que serve como grande desculpa para o autor, expoente do quadrinho europeu, mostrar seu talento.

Nesse trabalho, a personagem principal é Valéria, jovem bonita e casada com o aspirante a político e endividado, Silvio. Na sede pelo poder e na intenção de agradar sua mimada esposa, Silvio se envolve com agiotas, mas se vê preso a uma penalidade impensável: sua esposa serviria como moeda de troca enquanto o pagamento não fosse feito. Mas não pense que o agiota prendeu Valéria ou algo do tipo, ele ordenou que um de seus capangas tivesse um encontro sexual marcado todo dia às seis horas da tarde com a jovem. Apesar de meio desajeitado e coroa, o lacaio não negou fogo e, todo dia, encontrava Valéria seja onde fosse.

Taí o prato cheio para Milo Manara mostrar sua expertise. Ainda que contido – talvez pela maior atenção ao enredo que ao detalhamento dos tais encontros – pode-se dizer que essa HQ pode ser apreciada por qualquer um acima de 12 anos, mas a dica é que isso não seja feito em um ônibus, por exemplo. A não ser que você não tenha nenhum problema em ter uma velhinha esticando o pescoço para observar as cenas picantes de seus quadrinhos. É um risco, mas vale a pena.

É válido também ficar atento ao final da história, que mostra aquelas reviravoltas clássicas de histórias que tendem a ser previsíveis, mas acabam seguindo um rumo diferente.

“Encontro Fatal” não chega a empolgar, mas vale ser lido, tanto para quem curte uma história diferente como para quem aprecia um bom desenho em HQ’s. A edição traz uma capa dura, formato 21 por 27 centímetros, 48 páginas e um preço razoável.

“Encontro Fatal”
Autor: Milo Manara
Editora Conrad
Preço: R$ 29,90
48 páginas

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24/10/2009 - 08:45

O lugar da escrita

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O que um escritor de livros de fantasia precisa ter por perto para se inspirar e escrever histórias absurdas? O fotógrafo Kyle Cassidy, que documenta a cultura americana dos anos 90 e já fotografou góticos, punks, políticos, metaleiros e moda alternativa, resolveu descobrir qual é o ambiente que rodeia os donos das mentes mais criativas da atualidade.

O nome do projeto é Where I Write e as fotos serão publicadas em um livro em breve. Enquanto isso você confere aqui algumas das imagens do autor.

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03/10/2009 - 08:45

umbigo sem fundo

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A análise “sem fundo” de Dash Shaw

Se você gosta de HQ’s, então vai curtir “Umbigo sem fundo” já pelo seu tamanho: são 700 páginas de história ilustrada. Os acontecimentos são dividido em três partes, tudo muito bem pensado pelo autor, que inclusive requisita que você faça pausas entre a leitura de um capítulo e outro. E funciona, já que a ideia parece ser que as personagens, o ambiente em que se passa o acontecido, os conflitos e as inseguranças mergulhem o leitor em um processo mútuo de amadurecimento.

O autor, Dash Shaw, faz muito bem essa ligação do leitor e das personagens, pois permite que você conheça as neuras de cada um, logo a identificação com um ou mais deles é inevitável. Mas quem são eles? A resposta: a família Looney. Formada pelo pai caladão, David, a mãe preocupada com a família, Maggie, a insegura filha do meio, Claire, o mais velho e metido a sabichão, Dennis, e por fim, o mais novo e esquisito, Peter. O universo familiar sai de sua órbita habitual quando um acontecimento marcante acontece: após 40 anos, o pai e a mãe Looney decidem se divorciar sem motivo aparente.

É nesse contexto que entram em cena Jill, a filha de Claire, Aki e seu bebê, esposa e filho de Dennis, e mais tarde Kat, a “namoradinha” de Peter. Convidados pelos pai e mãe, os Looney voltam a sua antiga casa de praia para viver mais alguns momentos juntos, antes que a família se desforme. É ai que cada um revela que pode reagir de forma bem diferente frente a um divórcio, e você é convidado a conhecer mais a fundo a personalidade de cada participante um deles. Claire vive um conflito interno por não achar que encontrará o amor e ainda tenta se dar bem com a sua filha, Peter, típico adolescente isolado, que parece não se encaixar em canto algum, tenta achar algum sentido para sua vida e Dennis, o que acaba se importando mais com a separação dos pais, vive seus conflitos internos.

Quem parece estar menos preocupados com isso tudo são os pais Looney, que encaram tudo aquilo com muita tranquilidade, com o argumento de que o amor acabou e que não há sentido em continuarem juntos dessa forma. Pois é, sem amor, tudo parece perder um pouco seu sentido, certo? É o que você vai descobrir lendo a HQ. Não se assuste com o tamanho, lendo um pouco por dia, você consegue lê-la em uma semana. Mas tente respeitar a orientação do autor: leia uma parte da história por vez. Dessa forma, você conseguirá assimilar ainda mais as neuras de cada Looney, vale a pena.

Além disso, a narrativa analítica e os desenhos simples de Dash Shaw se complementam de forma muito natural, fazendo com que até aqueles que não estejam acostumados com leitura de HQ’s entendam o contexto e entrem na viagem. Viagem que é sem “fundo”, levando em consideração que a análise de cada personagem é realmente profunda. O mais curioso é que a história foi escrita quando o autor tinha seus 23 anos e desenhada entre março de 2005 a agosto de 2009. Resumindo, “Umbigo sem fundo” representa quadrinhos “adultos” de excelente nível.

Autor: Dash Shaw/Tradutor: Érico Assis
Editora: Quadrinhos na Cia
720 páginas, R$ 53

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30/09/2009 - 16:13

O mundo de Sofia. E só dela.

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16bComecei, há um tempão, a ler “O Mundo de Sofia“, escrito por Jostein Gaarder e publicado em 1991. Comecei a ler pelos seguintes motivos: o livro era superconhecido e eu não tinha noção do que se tratava. Acreditava que era algo sobre um mundo imaginário que Sofia vivia, ou até a forma com que a personagem encarava a vida. Errei.

O Mundo de Sofia é um livro disfarçado de literatura. Na verdade, trata-se de uma obra didática. O autor criou uma história baseada em uma menina prestes a fazer 15 anos de idade para dar aulas de filosofia. Para ensinar, literalmente, a criação, expansão, desenvolvimento e situação da filosofia. O livro começa com uma novela agradabilíssima, onde toda uma trama envolvendo Sofia e a sua caixa de correios nasce e se desenvolve, evolui. O começo é ótimo. Até que eu me senti na escola.

O filósofo misterioso começa a dar aulas da história da filosofia para a garota, que se torna fã da disciplina, deixando, ao final de cada ensinamento, pequenas lições de casa para Sofia. A forma como as aulas são escritas é ótima, porque o autor conseguiu, de um jeito legal e leve, escrever todo o desenvolvimento da filosofia no mundo. O problema é que a filosofia é complexa, é grande e é cansativa. Sócrates aparece, Platão aparece e todo o resto aparece. Daí… Eu tive que pular as aulas e ler só a trama. Não aguentei. Não consegui terminar.

Se você gosta de filosofia, do fundo do coração, leia “O Mundo de Sofia”. Caso contrário… Compre outra coisa.

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19/09/2009 - 08:45

Guitarrista bom é guitarrista morto

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melodia_infernal_vol_01O tema céu, inferno e purgatório em roteiros de filmes, novelas, desenhos e seriados de TV já foi explorado por aí. Nos quadrinhos, o assunto é recorrente, seja em histórias de heróis ou não, mas apesar desse ser o caso de “Melodia Infernal-Volume 1”, a ideia central parece ser fugir da mesmice. As explicações básicas da realidade em que se passa a história são dadas, mas o diferencial aqui é o passatempo das almas que penam como os “principais” nessa história: eles aproveitam seus dias livres para fazer uma banda de heavy metal! Foi isso mesmo que você leu.

Mas esse trio não está contente, pois está incompleto e precisam de um guitarrista solo para voltarem a agitar o limbo em que vivem. Para o azar da banda, ao finalmente encontrar quem procuravam, percebem que o roqueiro escolhido ainda está vivo! E na realidade em que se passa a história, roqueiros são peças raras, já que o som da moda dominou a sociedade. Só que os planos do trio “metal” de completar a banda se mostram além da vontade do mundo dos vivos e dos mortos.

Os traços da HQ são no estilo mangá, mas quem fica a cargo da arte é um chinês, Lu Ming. O desenho ganha mais vida graças ao conhecimento que o autor esbanja na hora de retratar as guitarras clássicas que foram fonte das notas do rock até hoje. O movimento dado aos solos de guitarra e bateria ganham força com os tradicionais exageros do estilo oriental de desenho.

É curioso também reparar nas referências que Lu Ming deixa espalhadas pelos quadrinhos: um personagem do Mortal Kombat aqui, outro da DC Comics ali (no caso, o próprio Cavaleiro das Trevas!) – mas todos devidamente escondidos nas cenas. Na edição brasileira, o quadrinista “escatológico” Marcatti, que também é guitarrista de blues desde 1990, ainda deixa como “extra” uma explicação mais detalhada dos instrumentos que aparecem na HQ. O resto da explicação fica pro volume 2.

“Melodia Infernal Vol. 1” (2009), Lu Ming
Ed. Conrad do Brasil
144 páginas, R$12,90

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09/09/2009 - 15:30

Primavera dos Livros

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Essa semana acontece a 14ª edição da Primavera dos Livros, que abre espaço para editoras independentes exporem suas obras com descontos; esse ano são mais de sete mil títulos com descontos de 10% a 40%.

Serão 56 expositores entre os dias 10 e 13 de setembro, no Centro Cultural São Paulo. O primeiro dia é exclusivo para imprensa, no dia 11, haverá uma programação especial para professores e alunos de escolas municipais – debates sobre diferentes gêneros literários e apresentações de projetos de leitura -, com a presença de Caco Galhardo, Marcelo Tas e Marta Góes.

O evento, organizado pela Libre – Liga Brasileira de Editoras, também conta com oficinas, saraus, debates, palestras e lançamento de obras das editoras associadas. Para ver a programação completa vá ao site da Liga.

Serviço
Quando?
De 10 a 13 de setembro, das 10h às 22h
Onde? Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo/SP)
Quanto? Grátis

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06/09/2009 - 08:45

Para sempre teu

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“Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor”

Esse é o começo do texto “Do fundo do coração, ou Love, Love, Love”, de Caio Fernando Abreu, o tema do livro “Para sempre teu, Caio F.”, da Editora Record. O nome da obra é a forma como ele assinava algumas cartas para seus amigos enquanto viajava mundo a fora ou queria contar novidades, falar sobre o mundo…

Caio foi um grande escritor, um dos primeiros brasileiros geniais a ser levado pela Aids num tempo em que não havia tecnologia suficiente para impedi-la. São diversos livros, peças de teatro, contos e colunas em jornal da autoria do escritor que ensinou o amor a uma geração e ainda o ensina a quem mergulha em seu legado.

A autora do livro, Paula Dip, foi grande amiga do genial rapaz de Porto Alegre. Ela conta a história da amizade e da vida dos dois não apenas nos momentos em que se cruzaram, mas já sabendo que o fariam em algum ponto. Era uma amizade intensa, com momentos de distanciamento, mas nunca brigas ou problemas.

Uma vida cheia de poesia e força é o que você encontra entre as cartas que ele escreveu, que recebeu e o que contam seus amigos e quem apenas o viu de longe. Não importa a distância, Caio sempre atingiu a todos.

Homossexual numa época dura, usuário casual de várias drogas e figura conhecidíssima na noite, Caio foi um marco em São Paulo, no Rio e em todos os lugares por onde passou. Alma sem sexo, apenas amor, opiniões ferinas e sempre pronto para fazer o que fosse necessário para ajudar quem gostava. E era bom que ele gostasse de você.

Uma das poucas pessoas que mistura vida e obra de maneira que fica difícil separar o que ele viveu e o que apenas escreveu. A vida de Caio faz parte da vida da literatura e da intelectualidade brasileira. Imprescindível.

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01/09/2009 - 16:33

Embarcando na leitura

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Há cinco anos foi criada a primeira biblioteca no metrô de São Paulo, idealizada pelo Instituto Brasil Leitor e nomeada Embarque na Leitura. Para comemorar essa data, setembro terá várias atividades grátis para os usuários.

Palestras, oficinas literárias, contações de histórias e shows musicais serão oferecidos aos associados às bibliotecas – mais de 39.091 pessoas que já emprestaram mais de 376.600 livros. As bibliotecas dos metrôs Paraíso, Luz e Tatuapé farão ainda sorteios de kit de livro e dvd – “Harry Poter e a Câmara Secreta”, “Ensaio sobre a Cegueira” e “Crônicas de Narnya”, respectivamente.

Para se tornar associado basta levar o documento de identidade e CPF (original e cópia), comprovante de residência recente (original e cópia) e uma foto 3X4 – se você tiver menos de 18 anos, leve seu responsável – na biblioteca de sua preferência, já que os cadastros não são unificados. Você pode alugar um livro por vez, de graça e deve devolvê-lo em 10 dias na caixa coletora na lateral das bibliotecas.

Serviço
Onde? Estação da Luz
Quando? Quanta-feira, 03/09, às 15h
O quê? Os Gondoleiros do Amor

Onde? Estação Santa Cecília
Quando? Terça-feira, 08/09, às 15h
O quê? Palestra e oficina literária com a escritora e jornalista Gisele Pecchio

Onde? Estação Paraíso
Quando? Quarta-feira, 09/09, às 18h
O quê? Show Musical com Lula Sbrissa

Onde? Estação Tatuapé
Quando? Quarta-feira, 16/09, às 18h
O quê? Show Musical com o grupo Mecenas

Onde? Estação Santa Cecília
Quando? Terça-feira, 22/09, às 15h
O quê? Espetáculo Espantalhando Causos

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15/08/2009 - 09:45

Sua vida nas mãos de um esqueleto

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A adolescência não é uma fase nada fácil, porém pode ser muito mais difícil quando você descobre que é a última da sua família a carregar poderes mágicos de muitas gerações. Foi isso o que aconteceu com Valquíria Caos – e esse é seu novo nome, de heroína.

Além de ter poderes, precisar aprender a lidar com eles e faltar demais as aulas – que são frequentadas por um reflexo da garota -, o parceiro que Valquíria ganhou foi Ardiloso Cortês, um grande lutador, muito habilidoso e inteligente, mas sem carne, apenas osso. Sim, ele é um esqueleto. Quão mais estranha sua vida poderia ficar?

Muito mais, é claro! Os dois, com a ajuda de um exército, precisam derrotar o Barão Vingança, um dos vilões do mundo mágico. A busca por uma armadura mágica, um monstro criado para o mal sendo solto e diversos quase vampiros atrás da dupla são apenas alguns dos problemas que eles enfrentarão e você vai acompanhar grudado.

“Sr. Ardiloso Cortês – Brincando com fogo” foi escrito por Derek Landy. Basta ver a capa do livro para você esperar encontrar as ilustrações dentro dele, mas teremos que decepcioná-lo e dizer que elas não estão ali. Só que como somos muito legais vamos te indicar o link dos quadrinhos em inglês, que são totalmente demais! No site da editora Galera Record você pode ainda ler o primeiro capítulo grátis.

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