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20/02/2009 - 00:01

Os demônios também se confessam

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Você imagina que um garoto que estuda para ser padre pode, ao mesmo tempo, subir todos os dias ao morro mais próximo para buscar cocaína? Acredita que um médico, para assegurar seus bens, atende traficantes em suas casas? Já pensou na forma de pagamentos desses homens? Muito dinheiro, joias e objetos da valor.

Uma mulher pode ser fria ao ponto de ter um caso com a mulher de seu filho? Até onde o tesão manda em uma pessoa, em suas vontades de ações? Um homem pode ser passional e matar por, apenas, acreditar ser traído. Um pai poderia trair um filho? Ainda existe ética no mundo?

Um velho policial, que sempre teve medo do combate, pode se aposentar e continuar fingindo estar na ativa? Todas as histórias são verdadeiras até que alguém as desminta. Ídolos podem ser destruídos em poucos segundos?

A brutalidade do mundo pode endurecer um homem bom? Qualquer pessoa pode se tornar tão descrente do mundo que tem vontade de destruí-lo. Até que ponto o ser humano aceita se rebaixar para continuar vivo? Qual o limite entre viver e sobreviver?

Justiça com as próprias mãos, vingança, ódio, desejo, sexualidade, religiosidade e crenças. Uma sociedade muito parecida com a que vivemos hoje, toda a podridão que você tenta não enxergar nas pessoas enquanto circula pela cidade é jogada na sua cara durante a narrativa do livro “Quando os demônios vão ao confessionário”, da editora PTK.

Alexandre Fraga leva o leitor a um mundo onde apesar de conhecer todas as referências, sente-se perdido e com medo da capacidade de cada indivíduo ao seu redor em ser cruel. Segure o fôlego e espere que todas as histórias se cruzem, para que você entenda quão perigosa é a realidade. No fim de tudo, as vidas se cruzam seja por bem ou por mal.

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